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Artigos


Habilidade de lidar com os conflitos de gerações

Autores: Ana Maria Cadavez e Sandra Cruz

Liderança e diferentes gerações

 ü        Atualmente há quatro gerações convivendo no ambiente de trabalho.

 

ü        Diferentes valores, experiências, estilos e atividades criam desentendimentos e frustrações.

 

ü        Os velhos modelos sobre trabalho e como realizá-lo estão mudando rapidamente.

 

ü        Lealdade x busca pelo sucesso x individualismo x relacionamento são as principais diferenças de valores entre elas.

 

 

Quais são essas gerações?

 

Tradicionais

Nascidos  1925-1945 (*)

> 62 anos de idade

9% - 16 milhões

Baby Boomers

Nascidos 1946-1964

43 a 61 anos de idade

13% - 23 milhões

Geração X

Nascidos  1965-1980

27 a 42 anos de idade

28% - 52 milhões

Geração Y/Milênio

Nascidos  1981 em diante

Até 27 anos de idade

50% - 90 milhões

(*) datas referenciais – pode ser mais ou menos

 

Principais características de cada geração

 

ü        Os tradicionais são os nascidos em épocas de guerra e pós-guerra, criados em ambiente de escassez, o que contribuiu para moldar valores associados à austeridade e à defesa de um conjunto de bens comuns fundamentais para a sociedade, como a paz e a prosperidade nacional.

ü        Os baby boomers desencadearam um conjunto de fenômenos sociais baseados em uma forte reação aos pais, como o movimento hippie, a revolução feminina, o divórcio etc.

ü        Tanto a geração X quanto a Y possuem contextos de menor ênfase social porque, são parte de uma história recente e ainda não totalmente analisada.

ü        Resumindo: os tradicionais são práticos, disciplinados e tangidos pela lealdade. Os baby boomers são mais otimistas e motivados profissionalmente. A geração X é mais cética em relação às empresas, e busca principalmente o máximo equilíbrio e flexibilidade. A geração Y carece de lealdade para com a empresa, mas dá muita importância ao relacionamento com os companheiros e supervisores.

 

Quais são os principais valores que definem a geração X e a Y?

 

ü        A geração X e Y tiveram um contexto de conforto na infância e na adolescência. Mas seu ingresso no mercado de trabalho ocorre em momentos bem mais complicados que os encontrados por seus predecessores, para quem foi muito mais fácil trabalhar e tornar-se independente da família. Conseqüentemente, há um nível de frustração e de ceticismo que se estende à percepção do ambiente de trabalho.

Resumo

 

 

 

 

Tradicionais

A era do radio

Baby Boomers

A era da TV

Geração X

A era do PC

Geração Y

A era da internet

 

Slogan

“Guardião do santo graal”

“Thank God it’s Monday”

“Trabalho para viver”

“A vida é …uótima”

Foco de negócio

Qualidade

Muitas horas no trabalho

Produtividade

Contribuição

Motivador

Segurança

Salário (dinheiro)

Tempo livre

Tempo livre

Lealdade á

empresa

Altíssima

Alta

Baixa

Baixíssima

Dinheiro é…

Modo de vida

Símbolo de status

Meio para um fim

Pagamento do aqui agora

Valores

Familia/Comunidade

Sucesso

Individualista

Equipe

Objetivos

“Deixar um legado”

Fazer uma carreira estelar

Carreira transportável

Carreiras paralelas

 

Provavelmente, os profissionais da geração Tradicionais já se aposentaram ou estão em vias de. Não que sejam descartáveis somente pela idade. Ocorre que, com o aumento da expectativa de vida e as mudanças ocorridas na sociedade, uma boa parte deles mantém-se saudável e jovial, atualizados e com grandes contribuições a dar, tanto como funcionários de empresas, como executivos ou mesmo como assessores ou consultores. Mas, a maturidade ensinou-os o preço de cada coisa na vida e entendem que a maioria do que se compra tem prazo de validade curto. A competição é para os mais novos. Assim pensa a maioria dos Tradicionais na ativa.

 

Mas, o mesmo não acontece com os Baby Boomers e, principalmente, os da geração Y. E haja conflitos para administrar. Normalmente, os Baby Boomers são superiores hierárquicos dos da Geração Y, o que demanda muita paciência de ambos os lados para uma convivência pelo menos produtiva. Mas, há empresas que preferem manter mais profissionais da geração Y em postos de comando, apesar de entenderem que se falta experiência, há a compensação pelo ritmo acelerado e a busca por resultados contínuos. E as empresas, dos anos 90 até o momento, estão mais preocupadas em alcançar metas de curto prazo, os famosos resultados trimestrais. E a estabilização da economia brasileira permitiu que se desenvolvessem os talentos on the job.

 

E coube a área de Recursos Humanos administrar os conflitos naturais em razão de tanta diferença na forma de pensar e agir entre estas duas gerações. Mesmo porque, as empresas conscientes sabem que não podem prescindir delas. Apesar do desgaste que provoca essa convivência.

 

Mas, neste ano em que a administração dos impactos provocados pela crise financeira mundial foi o foco da atenção de todo administrador consciente e experiente, a questão que fica é: como balancear as equipes de uma empresa entre essas gerações? Qual é a proporção de Baby Boomers e de Y´s? Tem se notícias de que as empresas com maior número de Baby Boomers em seu comando, saíram-se melhor do que as que tinham mais ou unicamente Y´s. Afinal, quantos planos econômicos os Baby Boomers já não haviam administrado? E quantos os da Y? Mas, também, cabe analisar o aprendizado que os Y´s tiveram nesse período. Foi o suficiente para que possam assumir mais e maiores responsabilidades no comando de uma empresa, unidade de negócios ou mesmo um departamento? Afinal, a crise provocou mudanças mais uma vez. E essas mudanças foram bem fortes, pois há muito não se via o primeiro mundo tão fragilizado.

 

O que se sabe é que esta crise gerou uma procura maior por executivos e profissionais da geração Baby Boomers. O que não quer dizer que os processos seletivos estejam mais propícios aos que estão na faixa etária dos 40 anos para cima, somente em função da idade. Em princípio, este dado não é tão eliminatório como a algum tempo atrás. Mesmo porque pode ser injusto. As empresas continuam contratando bons profissionais, atualizados tecnicamente, éticos, bons líderes de equipe, que gerem resultados e mantenham um ambiente de trabalho produtivo e motivador. Se tiverem maturidade e experiência adquiridas em períodos de alta turbulência, não importa a qual geração pertençam.

 

 


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